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Vídeo do discurso do general brasileiro
ATUALIZADO 16/04/2024
2023-001-FB-UA
Hoje, o Comitê de Supervisão selecionou um caso em apelação de um usuário do Facebook sobre um vídeo com legendas que questionava a eleição do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva e pedia um “cerco” ao Congresso Nacional como “último recurso”. O vídeo retrata o discurso de um general brasileiro, em que ele clama para que o povo “vá às ruas” e “vá até o Congresso Nacional [e ao] Supremo Tribunal Federal”, seguido por imagens que incluíam um incêndio queimando a Praça dos Três Poderes em Brasília (sede do Palácio da Alvorada, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal) bem como uma imagem com os dizeres “queremos o código fonte”, em referência ao slogan usado por manifestantes para questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas brasileiras.
Na análise inicial, constatamos que o conteúdo não violava nossas políticas, por isso ele continuou no ar. No entanto, após uma análise detalhada, determinamos que a publicação foi mantida erroneamente, uma vez que ela violava sim nossa política contra Violência e Incitação, considerando que o Brasil foi declarado temporariamente um local de alto risco, conforme os Padrões da Comunidade do Facebook. Portanto, removemos o conteúdo.
Assim que a deliberação for concluída, vamos implementar a decisão do Comitê e atualizar esta publicação devidamente. Acesse o site do Comitê para consultar a decisão assim que for emitida.
Leia o resumo da seleção do caso pelo Comitê
Decisão sobre o caso
Recebemos hoje, com satisfação, a decisão do Comitê de Supervisão sobre esse caso. O Comitê revogou a decisão original da Meta de deixar esse conteúdo ativo. A Meta removeu anteriormente esse conteúdo, então nenhuma outra ação em relação a ele será tomada.
De acordo com os regulamentos internos, também iniciaremos uma análise de conteúdo idêntico com contexto semelhante. Se determinarmos que temos capacidade técnica e operacional para tomar medidas também em relação a esse conteúdo, faremos isso imediatamente. Para saber mais, confira nossa publicação no Newsroom sobre como implementamos as decisões do Comitê.
Após análise das recomendações do Comitê incluídas na decisão, atualizaremos esta página.
Assim que a deliberação for concluída, vamos implementar a decisão do Comitê e atualizar esta publicação devidamente. Acesse o site do Comitê para consultar a decisão assim que for emitida.
Leia a decisão do Comitê sobre o caso
Recomendações
Recomendação nº. 1 (implementação completa)
A Meta deve desenvolver uma estrutura para avaliar os esforços de integridade eleitoral da empresa. Isso inclui a criação e o compartilhamento de métricas para esforços de integridade eleitoral bem-sucedidos, como aqueles relacionados à aplicação das políticas de conteúdo da Meta e o tratamento dado aos anúncios. O Comitê considerará essa recomendação implementada quando a Meta desenvolver essa estrutura (incluindo uma descrição de métricas e metas para essas métricas), divulgá-la na Central de Transparência da empresa, começar a publicar relatórios específicos de cada país e divulgar publicamente quaisquer alterações em seus esforços gerais de integridade eleitoral como resultado dessa avaliação.
Nosso compromisso: embora a Meta reúna atualmente uma variedade de métricas e esforços contínuos para monitorar eventos críticos em tempo real, temos o compromisso de aprimorar esses esforços para avaliar melhor o sucesso de nossas ações de integridade eleitoral e aumentar a transparência sobre o impacto causado.
Considerações: conforme compartilhado em nossos relatórios sobre os números da eleição brasileira de 2022 e ameaças contraditórias no segundo trimestre de 2022, a Meta conta com processos e sistemas robustos para monitorar eventos críticos em andamento em regiões específicas. Detalhes sobre esses processos (por exemplo, Centros de Operações de Produtos de Integridade ou IPOCs, na sigla em inglês) podem ser encontrados em nossa resposta à recomendação n.º 2, bem como em nosso Newsroom. Além disso, nossa Central de Ajuda para Empresas descreve os esforços e as ferramentas de transparência de anúncios políticos da Meta, assim como oferece orientações sobre nossa estrutura de análise de anúncios e apresenta exemplos de análises no mundo todo.
Nossas equipes globais de aplicação de políticas realizam o monitoramento de dados, bem como fazem uso de ferramentas proativas e reativas de gerenciamento de crise durante as eleições. Continuamos compartilhando publicamente nossas iniciativas tangíveis direcionadas às eleições. Nossas equipes de suporte de operações globais também realizam análises após as eleições e arquivam informações para embasar futuros esforços eleitorais. Para isso, nossas equipes desenvolveram um processo interno com o objetivo de monitorar dados reais relacionados a eventos críticos programados, como eleições, e não programados, como protestos, para orientar como escalamos nossas respostas de integridade.
Como parte de nossos esforços contínuos, nossas equipes estão avaliando a viabilidade de consolidá-las em métricas essenciais que monitoram nossos esforços durante eventos críticos esperados no decorrer de seu ciclo de vida (antes, durante e depois) e de explorar como podemos compartilhar mais com o público. Isso pode incluir a exploração de novas métricas básicas ou complementares que se baseiam em estruturas existentes. Por exemplo, com o desenvolvimento e o aprimoramento contínuos de nossos processos internos durante eventos críticos, estamos avaliando possíveis melhorias para explicabilidade da implantação, do monitoramento e da desativação durante eventos críticos. Esperamos fornecer mais atualizações nos próximos relatórios trimestrais.
Recomendação nº. 2 (implementação parcial)
A Meta deve esclarecer em sua Central de Transparência que, além do Protocolo de Política de Crise, a empresa trabalha com outros protocolos em sua tentativa de prevenir e enfrentar o risco potencial de danos que surgem em contextos eleitorais ou em outros eventos de alto risco. Além de nomear e descrever esses protocolos, a empresa também deve descrever seu objetivo, quais são os pontos de contato entre esses diferentes protocolos e como eles diferem uns dos outros. O Comitê considerará esta recomendação implementada quando a Meta publicar esta informação na Central de Transparência.
Nosso compromisso: compartilharemos mais informações sobre nossos diferentes processos, protocolos e sistemas de integridade eleitoral e a relação entre todos eles aqui. Além disso, exploraremos oportunidades de destacar essas informações em outras partes da Central de Transparência.
Considerações: a Meta conta com equipes regionais em toda a empresa que estão identificando e mitigando possíveis riscos no mundo inteiro ao longo do ano. Dependendo do nível de risco de certa eleição, essas equipes desenvolverão e implementarão planos de mitigação específicos meses ou até anos antes do pleito eleitoral. Descrevemos publicamente nossos sistemas e ferramentas para adaptação a situações de risco elevado em nossa Central de Transparência. Isso inclui o monitoramento contínuo dos impactos em nossas plataformas e nas pessoas que as utilizam, em termos de expressão e de segurança, bem como os ajustes resultantes em nossas medidas em resposta a quaisquer picos ou alterações nos sinais monitorados.
Como parte do trabalho de resposta e preparação para as eleições da Meta, diferentes equipes, como de direitos humanos, direitos civis, políticas, produtos, engenharia e operações, identificam as tendências de conteúdo relacionado a eleições e as incorporam em nossas estratégias de mitigação de riscos. Antes da eleição, nossos processos de avaliação de riscos reúnem informações de várias fontes para identificar tendências potencialmente nocivas. Entre essas fontes, estão relatórios públicos, recomendações de nossos parceiros de confiança, observações contínuas de tendências de conteúdo e avaliações de nossas equipes de inteligência. Os resultados, entre outros fatores, ajudam a informar uma série de mitigações de produtos e políticas, incluindo a designação de locais com eleições futuras de alto risco como Locais Temporários de Alto Risco (“THRL”, na sigla em inglês), uma designação usada para identificar mercados que precisam de monitoramento e suporte adicionais.
Conforme descrito em nossa resposta ao caso envolvendo publicação com apelo à violência na Etiópia (recomendação n.º 2), a Meta cria Centros de Operações de Produtos de Integridade (“IPOCs”), conforme necessário, para reunir especialistas no assunto de toda a empresa a fim de responder em tempo real a possíveis problemas e tendências. Para alguns eventos planejados, como eleições em locais de alto risco, a Meta programa IPOCs com antecedência. Durante determinada eleição, também monitoramos fontes semelhantes àquelas usadas para conduzir nossa avaliação de risco. Usamos, entre outras coisas, ferramentas de análise de dados, informações de parceiros de confiança e monitoramentos da mídia tradicional. Também monitoramos tendências em denúncias de usuários e conteúdo sinalizado por nossos classificadores.
Muitas vezes, esses IPOCs atuam em conjunto com nosso Protocolo de Política de Crise (“CPP”, na sigla em inglês) para nos ajudar a analisar como abordar riscos de conteúdo. O processo de designação dos locais de alto risco e o processo de análise de designação do CPP são independentes, embora ambos utilizem alguns dos mesmos sinais de risco elevado de violência ou danos offline. Embora possamos considerar a classificação de um local de alto risco durante uma crise, tal medida não é contingente ou dependente de uma designação do CPP. Esperamos que esta resposta forneça esclarecimentos públicos úteis sobre os diversos protocolos empregados pela Meta para prevenir e abordar possíveis danos que possam surgir em contextos eleitorais ou outros contextos de alto risco. Continuaremos explorando outras oportunidades de compartilhar notícias públicas sobre esse trabalho e forneceremos novidades nas próximas Atualizações trimestrais.