Desinformação
Detalhes da política
REGISTRO DE ALTERAÇÕES
Hoje
7 de abr de 2025
13 de mar de 2025
7 de jan de 2025
18 de jul de 2024
9 de jul de 2024
10 de jun de 2024
20 de mai de 2024
6 de fev de 2024
5 de dez de 2023
29 de set de 2023
14 de jul de 2023
Explicação da política
A desinformação é diferente de outros tipos de discurso abordados em nossos Padrões da Comunidade, pois não há uma maneira de formar uma lista abrangente de proibições. Com violência explícita ou conduta de ódio, por exemplo, nossas políticas especificam o conteúdo proibido, e até mesmo pessoas que discordam dessas políticas podem segui-las. No entanto, em relação à desinformação, não é possível fornecer tal delimitação. O mundo está em constante mudança, e o que é verdade em um momento pode deixar de ser no minuto seguinte. As pessoas também têm diferentes níveis de informação sobre o mundo ao redor delas e podem acreditar que algo é verdade quando não é. Uma política que simplesmente proíbe “desinformação” não forneceria um aviso útil às pessoas que usam nossos serviços e seria inexequível, já que não temos acesso impecável às informações.
Em vez disso, nossas políticas descrevem categorias diferentes de desinformação e tentam fornecer instruções claras sobre como lidamos com tal discurso quando o vemos. Para cada categoria, nossa abordagem reflete nossa tentativa de equilibrar nossos valores de expressão, segurança, dignidade, autenticidade e privacidade.
Removemos a desinformação quando há a possibilidade de ela contribuir diretamente para o risco de lesão corporal iminente. Também removemos conteúdo que possa contribuir diretamente na interferência do funcionamento de processos políticos. Para determinar o que constitui desinformação nessas categorias, firmamos parcerias com especialistas independentes que têm o conhecimento e a experiência para avaliar a veracidade de um conteúdo e se é provável que ele contribua diretamente para o risco de dano iminente. Isso inclui, por exemplo, firmar parcerias com organizações de direitos humanos com presença física em um país para determinar a veracidade de um boato sobre conflito civil.
Para todas as outras desinformações, nós nos concentramos em reduzir a prevalência ou criar um ambiente que promova diálogos produtivos. Nós sabemos que as pessoas geralmente usam a desinformação de formas inofensivas, como para exagerar uma opinião (“Esse time tem o pior histórico do mundo esportivo!”) ou em humor ou sátira (“Meu marido acabou de ganhar o prêmio Maridão do ano”). Elas também podem compartilhar experiências por meio de histórias que sejam imprecisas. Em alguns casos, as pessoas compartilham opiniões profundas que outras consideram falsas ou compartilham informações que acreditam serem verdadeiras, mas que outras pessoas consideram incompletas ou enganosas.
Reconhecendo quão comum esse tipo de discurso é, nós nos concentramos em fornecer aos usuários informações úteis quando há conteúdo enganoso ou confuso. Como parte desse esforço, fora dos Estados Unidos, firmamos parcerias com organizações de verificação de fatos de terceiros em várias partes do mundo para analisar e classificar a precisão dos conteúdos mais virais em nossas plataformas (acesse aqui e aqui para conhecer nossa abordagem nos Estados Unidos). Lançado nos Estados Unidos, o programa Notas da Comunidade permite que as pessoas adicionem mais contexto a posts do Facebook, do Instagram e do Threads que possam ser enganosos ou confusos (veja aqui). Nós também fornecemos recursos para aumentar a alfabetização digital e de mídia a fim de que as pessoas possam decidir o que ler e compartilhar e no que confiar. Exigimos que as pessoas usem nossa ferramenta de identificação de IA sempre que postarem conteúdo orgânico com um vídeo fotorrealista ou um áudio com som realista, que tenha sido criado ou alterado digitalmente, e podemos aplicar penalidades caso não o façam. Também poderemos adicionar um rótulo a determinados conteúdos criados ou alterados digitalmente que gerem um risco particularmente elevado de enganar as pessoas sobre um assunto de importância pública.
Por último, proibimos conteúdo e comportamento em outras áreas que frequentemente se sobrepõem com a disseminação de desinformação. Por exemplo, nossos Padrões da Comunidade proíbem contas falsas, fraude e comportamento inautêntico coordenado.
À medida que os ambientes online e offline mudam e evoluem, continuaremos a desenvolver essas políticas. Contas que compartilham repetidamente as desinformações listadas abaixo podem, além de ter o conteúdo monitorado de acordo com essa política, ter menos distribuição, sofrer limitações em publicidade e até mesmo ser removidas das nossas plataformas. Mais informações sobre o que acontece quando a Meta remove um conteúdo podem ser encontradas aqui.
Diretrizes
Desinformações que removemos:
Removemos os seguintes tipos de desinformações:
I. Agressão física ou violência
Removemos desinformação ou boatos não verificáveis que os especialistas parceiros determinaram que provavelmente contribuem diretamente para o risco de violência ou agressão física iminente às pessoas. Definimos a desinformação como conteúdo com uma alegação que é considerada falsa por uma autoridade terceira. Definimos um boato não verificável como uma alegação cuja fonte os especialistas parceiros confirmam ser extremamente difícil ou impossível de rastrear, a qual carece de fontes oficiais, quando a alegação não é específica o suficiente para ser considerada como falsa ou quando ela é muito absurda ou irracional para acreditarem nela.
Sabemos que, em algumas situações, a desinformação pode parecer inofensiva, mas que, em um contexto específico, pode contribuir para o risco de dano no meio físico, incluindo ameaças de violência que poderiam contribuir para um risco elevado de morte, ferimentos graves ou outro tipo de agressão física. Trabalhamos com uma rede global de organizações não governamentais (ONGs), organizações sem fins lucrativos, organizações humanitárias e organizações internacionais que são especialistas nessas dinâmicas locais.
Em países onde há um alto risco de violência social, trabalhamos de forma proativa com parceiros locais para entender quais alegações falsas podem contribuir diretamente para o risco de lesão corporal iminente. Trabalhamos, então, para identificar e remover conteúdo que tenha esse tipo de declaração na nossa plataforma. Por exemplo, com a consultoria de especialistas locais, podemos remover mídias sem contexto que alegam, de forma falsa, representar atos de violência, vítimas ou responsáveis por atos de violência, armas ou equipamento militar.
II. Desinformação prejudicial sobre saúde
Consultamos as principais organizações de saúde para identificar desinformação sobre saúde que pode contribuir diretamente ao dano iminente à saúde e segurança pública. A desinformação prejudicial sobre saúde que removemos inclui o seguinte:
- Desinformação sobre vacinas. Removemos desinformação sobre vacinas quando autoridades de saúde pública concluem que as informações são falsas e podem contribuir diretamente para rejeições iminentes a vacinas. Elas abrangem:
- Vacinas causam autismo (por exemplo: “O aumento de vacinações é o motivo de tantas crianças terem autismo hoje em dia.”)
- Vacinas causam síndrome da morte súbita infantil (por exemplo: “Você não sabia que as vacinas causam a SMSI?”)
- As vacinas causam a doença contra a qual se destinam a proteger ou fazem com que a pessoa vacinada tenha maior probabilidade de contraí-la (por exemplo: “Na verdade, tomar uma vacina aumenta a probabilidade de você contrair a doença, pois há uma cepa da doença dentro. Cuidado!”)
- As vacinas ou seus ingredientes são mortais, tóxicos, venenosos, prejudiciais ou perigosos (por exemplo: “Claro, você pode tomar vacinas, se não se importa em colocar veneno no seu corpo.”)
- A imunidade natural é mais segura do que a imunidade adquirida com a vacina (por exemplo: “É mais seguro pegar logo a doença do que tomar a vacina.”)
- É perigoso tomar várias vacinas em pouco tempo, mesmo que esse período seja recomendado pelo médico (por exemplo: “Nunca tome mais de uma vacina ao mesmo tempo, pois isso é perigoso, não importa o que seu médico diga!”)
- As vacinas são ineficazes na prevenção da doença contra a qual afirmam proteger. Porém, no caso das vacinas contra a COVID-19, a gripe e a malária, não removemos alegações de que elas são ineficazes em prevenir que alguém contraia esses vírus. (Por exemplo: removemos - “A vacina contra a pólio não impede que você contraia a doença”; removemos - “Na verdade, as vacinas não impedem que você contraia doenças”; permitimos - “A vacina não impede que você pegue COVID-19, por isso ainda é necessário manter o distanciamento social e usar máscara quando estiver perto de outras pessoas”).
- Contrair sarampo não causa morte (requer informações adicionais e/ou contexto) (por exemplo: “Não se preocupe caso você contraia sarampo, não é fatal”)
- A vitamina C é tão eficaz quanto as vacinas na prevenção de doenças para as quais existem vacinas.
- Desinformação sobre saúde pública durante emergências de saúde pública. Removemos desinformação durante emergências de saúde pública quando as autoridades de saúde pública concluem que as informações são falsas e provavelmente contribuem diretamente para o risco de danos físicos iminentes, inclusive para o risco de pessoas contraírem ou espalharem uma doença prejudicial ou recusarem uma vacina associada a ela. Identificamos emergências de saúde pública em parceria com autoridades de saúde globais e locais.
- Promover ou defender curas milagrosas prejudiciais à saúde. Isso inclui tratamentos cuja aplicação recomendada, em um contexto de saúde, pode contribuir ou contribui diretamente para o risco de ferimento grave ou morte, e o tratamento não tem uso legítimo para a saúde (por exemplo: água sanitária, creme Cansema, soda cáustica).
III. Interferência eleitoral ou censitária
Como um esforço para promover a integridade das eleições e dos censos, removemos a desinformação que pode contribuir ou contribua diretamente para o risco de interferência na capacidade das pessoas participarem desses processos. Isso inclui o seguinte:
- Desinformação sobre datas, lugares, horários e métodos de votação, registro de eleitores ou participação em censos.
- Desinformação sobre quem pode votar, quais são os requisitos eleitorais, se um voto é contabilizado e quais informações ou materiais devem ser apresentados para votar.
- Desinformação sobre a participação ou não de um candidato em uma eleição.
- Desinformação sobre quem pode participar do censo e quais informações ou materiais devem ser apresentados para participar dele.
- Desinformação sobre envolvimento governamental no censo, incluindo, se aplicável, que as informações censitárias de uma pessoa serão compartilhadas com outra agência do governo não censitária.
- Afirmações falsas ou não verificadas de que o Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos EUA (ICE, na sigla em inglês) está em um local de votação.
- Afirmações falsas explícitas de que as pessoas serão infectadas pela COVID-19 ou por outra doença transmissível se participarem do processo eleitoral.
- Afirmações falsas sobre as condições atuais de um local de votação nos EUA que impossibilitariam a votação, como é verificado por uma autoridade eleitoral.
Temos políticas adicionais com a intenção de cobrir apelos à violência, apologia à participação ilegal e apelos à interferência coordenada nas eleições, que estão representadas em outras seções dos nossos Padrões da Comunidade.
Para o seguinte conteúdo, incluímos um rótulo informativo:
Mídia manipulada
A mídia pode ser editada de várias formas. Em muitos casos, essas mudanças são inofensivas, como um conteúdo ser recortado ou encurtado por razões artísticas, ou ter música adicionada a ele. Em outros casos, a manipulação não é aparente ou poderia enganar as pessoas.
- Conteúdo criado ou alterado digitalmente que pode ser enganoso Para conteúdo que siga os Padrões da Comunidade, poderemos colocar um rótulo informativo na frente dele ou rejeitar o conteúdo enviado como publicidade quando: ele for uma imagem ou um vídeo fotorrealista ou um áudio com som realista, que tenha sido criado ou alterado digitalmente e que gere um risco particularmente elevado de enganar, de forma material, o público sobre uma questão de importância pública.
Experiências do usuário
Veja alguns exemplos de como funciona a aplicação para as pessoas no Facebook, como: denunciar algo que você acha que não deveria estar no Facebook, receber aviso de que você não seguiu nossos Padrões da Comunidade e ver uma tela de aviso em determinado conteúdo.
Observação: estamos sempre melhorando, portanto, pode ser que algo aqui esteja desatualizado em comparação com o que usamos atualmente.
EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
Denúncias
EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
Comunicação pós-denúncia
EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
Experiência de remoção
EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
Telas de aviso
Aplicação
Temos as mesmas políticas ao redor do mundo para todas as pessoas no Facebook.
Equipes de análise
Nossa equipe global de mais de 15 mil analistas se esforça todos os dias para manter a segurança das pessoas no Facebook.
Envolvimento das partes interessadas
Especialistas externos, acadêmicos, ONGs e formuladores de políticas ajudam a fundamentar os Padrões da Comunidade do Facebook.
Obtenha ajuda sobre desinformação
Saiba o que você pode fazer caso veja algo no Facebook que vai contra nossos Padrões da Comunidade.
Acesse nossa Central de Ajuda